sábado, 7 de março de 2009

O Aníbal pediu-me dinheiro

Fez-me relembrar aqueles nostálgicos "Oh colega, não arranjas ai 50 paus?"
Foi a imagem que Cavalo Silva apresentou aos emigrantes na Alemanha!
Desculpa lá Aníbal, posso com todo o gosto publicitar o vinho do Porto, Natas (pasteis de Belém para os incultos), ovos moles, os Clérigos, as praias e a outras belezas naturais de Portugal (estou a a falar mesma da natureza...) mas "investir" o meu dinheiro nos bolsos de políticos portugueses que até hoje tem mostrado o quanto defendem os direitos de todos os nós, residentes dentro e fora de Portugal?
Pá, não tenho trocos!

sexta-feira, 6 de março de 2009

Empreendedorismo em Portugal

Volto com o género de notícia que faz me saltar a única vista.
Do meu ponto de vista a carris de Lisboa é bastante empreendedora.
Não basta os utentes pagarem o bilhete, agora podem também pagar pela informação de quando será o próximo autocarro.
Ou seja paga-se pelo que devia ser dado adquirido.
E ainda se chama de residual 30 cêntimos num pais em crise
"acabam por ser residuais, em comparação com o benefício",
director da Unidade de Controlo Operacional e Planeamento da Rede, José Maia
Há que ter lata de facto um bilhete custa que? 1€ e ainda tenho que pagar pela informação que noutros serviços (recordo-me no Porto do Metro, não sei se aos STCP ainda tem activos os painéis com os horários).
E agora que já tem este esquema de ganhar dinheiro no futuro (não breve de certeza) passarão este serviço para a plataforma da Web. Ora meu caro senhor José Maia, este beneficio que você me trás por um custo residual , posso eu ter de graça em cidades civilizadas da Europa (até com projecção de intinerarios, troca de linhas e percursos a pé da minha porta até ao cu de judas... a custo 0).
Este fantástico serviço que você gaba já foi implementado pela STCP há anos. Recordo-me de ver alguns colegas meus a esbanjar dinheiro num SMS e lembro-me de um professor meu da FEUP (ninguem é perfeito), associado á STCP, gabar este sistema Já em 2004.
Andamos a brincar com estes sistemas desde 2004 e as empressas publicas em vez de colocarem a facilitação de serviços á frente, colocam sempre o empreendedorismo.
É isto que eu abomino em Portugal... Somos ciganos de fato e gravata a vender gato por lebre...

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

Ficamos sem net

Muitos dos seguidores deste blogue devem ter estranhado a ausência de posts neste grande período de tempo.

É que alguém gamou os cabos de telefone e a nossa aldeia ficou sem ligação à net!

sábado, 14 de fevereiro de 2009

Novas forma de assalto: Galp Energia

Segundo o Jornal de Negócios a GALP ENERGIA lucrou 100 milhões de euros por atrasar a descida dos preços da gasolina!

Quando vejo isto nem sequer sei o que dizer... temos uma empresa do estado que se congratula por ter lucros fantásticos por ter enganado os consumidores!

Para quando é que se vai colocar mão nisto?

Para quando um Robin dos Bosques para impedir estes abusos de riqueza?

Eu por mim vou treinar o arco e flecha!

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Paço dos Duques em Guimarães

O que eu quero aqui falar hoje é sobre o Paço dos Duques.

Eu sei vou falar de um edifício que foi reconstruído, com muita polémica, no tempo do regime de Salazar, sendo por isso um símbolo desse regime. Mas nem quero saber, esse tempo já passou, isso foi o tempo dos nossos pais e daqui a uns anos será "o tempo dos nossos avós", respeito mas não fico preso aí!

Esta foi a primeira casa dos Duques de Bragança. O primeiro duque de Brangança D.Afonso, filho bastardo de D.João I e de Inês Pires e casado com Beatriz Pereira de Alvim, filha única (bom partido) do Condestável D.Nun'Alvares Pereira e de D.Leonor de Alvim (NOTA: Nesta altura se um casal tivesse um filho o último nome seria o do pai, mas se fosse filha o ultimo nome era o da mãe, bem mais democrático do que se pratica hoje em dia). D. Afonso com uma fortuna enorme (além do dote da esposa, entrou em diversas batalhas no Norte de África), aplicou a sua enorme fortuna a construir para si uma casa tal como era moda dos grandes nobres por essa europa fora (ver Chenonceaux, Chambord, Amboise). Apesar de que só lá viveram apenas 20 anos e que os descendentes construíram outra habitação no sul do país (ver Vila Viçosa). A habitação entrou em declínio e caiu em esquecimento (até mesmo em gande estado de ruína) até ao século XX quando foi recuperada pelo regime português (1937), tornando-a em residência oficial do Presidente da Républica.

Acho que o Paço dos Duques em Guimarães é um óptimo local para se visitar, e para se mostrar a turistas que se encontrem a visitar o nosso país. O museu está bastante completo e com bastantes representantes do tempo da construção da casa (por exemplo, as tapeçarias da conquista de Arzila (أصيلة), diversos quadros de época, mobiliário), a sua famosa sala dos banquetes com o tecto em forma de caravela voltada e a capela. Vale a pena a visita por apenas 4 euros, é daqueles locais que se paga mas que se fica com a impressão que o dinheiro está a ser bem aplicado na preservação da identidade nacional.

P.S.: Estive lá este fim de semana e estavam com obras de reparação. Mesmo assim era possível realizar parte da visita por metade do preço. As obras devem estar prontas assim que o tempo começar a ficar melhor.

O Jornalis...

Estava eu a ler mais um excitante título de uma noticia (Crimes: Perfil tipo dos autores é homem, português, casado e entre 26 e 55 anos) quando... quando reparei que não fazia a mínima ideia de que é que o jornalista que escreveu esta história estava a falar...
Violência domestica? Assaltos a bancos? Carkjacking? A única pista de facto sobre o assunto é que o relatório foi fornecido pela APAV (Associação Portuguesa de Apoio à Vítima).
Já não é a primeira vez que afirmo aqui que eu não sou pago para escrever aqui mas a pessoas que o são e assim sendo tem a obrigatoriedade de produzir bom jornalismo. Títulos sensacionalistas é para a primeira página do jornal, com um pequeno paragrafo para completar... Mas por favor dêem-nos conteúdo conciso.
75% dos agressores são Europeus? E quantos são portugueses? Somos nacionalistas quando nos interessa , integralistas quando nos convém.
Ao fim ao cabo, o jornalismo actual trata-se de pegar num relatório e passa-lo ao publico na forma mais conveniente, a sério...
Veja-se:

RTP1: 7852 casos reportados em 2008 analisados; Análise sobre os perpetradores, 75% são Europeus, agressores com o ensino superior destacam-se com 7,5%...( e os outros 72,5%? ) ; 85% dos agressores homens
SIC: contabilizado nos seus atendimentos no ano passado 18669 crimes, mas apenas foram abertos 7852 processos na APAV (19 mil soa melhor); Vitimas são 90% mulheres (surpresa? sim, 10% dos homens levam no pelo...); 90% dos agressores homens(afinal são 85 ou 90? )

Não é por nada, eu não estou a julgar este assunto e o facto de que é parte da cultura portuguesa dar porrada na mulher mas o que eu me queixo de facto é de que não existe jornalismo de qualidade , não nos são dadas as fontes de onde estes valores foram tirados. temos que interpretar a interpretação do jornalista que pegam nos números, arredondam a seu belo prazer, que deram mais ênfase à noticia (experimenta isto: "100% das vitimas de violência domestica foram agredidas!").
Porque é que não partilham as fontes da informação? seguramente a APAV não pediu para não revelarem a sua identidade com receio de levar no pelo. será muito difícil colocarem um link para o relatório em questão?
http://www.apav.pt/estatisticas.html (Ok, talvez eu esteja a ter um problema em aceder ás fontes agora... )
Perdem algo por fazerem isto?

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Darwin, Darwin, Darwin

Amanhã (Ou hoje se já estiver a ler a mensagem no dia 12, ou ontem se ...) Darwin faz 200 anos, ou melhor, faria se estivesse vivo ou se não tivesse morrido.

Confesso uma grande admiração por ele e pela sua teoria da evolução. Muitos o vêm como um demónio outros como um Deus, exactamente aquele em que deixaram de acreditar por causa da "evolução".

Eu não o vejo de nenhuma destas formas. Vejo-o como um homem que acreditava que todos os seres foram criados espontaneamente (tipo Nesquik) e independentemente (tipo cinema, apesar das parecenças muitos dizem que só gostam de cinema independente). Com a sua experiência foi-se apercebendo que existiam muitas ligações entre as várias espécies (podemos ver os fósseis como fotogramas perdidos de um longo filme). Existem variedades demasiadamente especializadas, como exemplo num arquipélago variações das espécies adaptadas a cada ilha (trabalheira para Deus colocar nome a todos eles). Mas a minha motivação não é falar sobre a teoria...

Assim vejo-o como um homem rasgado no seu interior. As suas crenças contra a sua (e já agora a nossa) Ciência. Em quem deveria ele acreditar? No valor figurado de um livro? Ou naquilo que os seus olhos e o seu raciocínio lhe diziam?

Como todos sabem, embora possam não concordar, tomou a opção da ciência. O que faz com que tanta gente o odeie? Isso leva-me ao ponto crucial da questão: porque temos nós de nos sentirmos acima dos outros seres? Aproveitando uma frase do fantástico filme "24 hours Party People", se Deus foi feito à nossa imagem, então para cada um de nós ele terá o nosso "aspecto". Assim sendo, eu é que sou o verdadeiro Deus do meu mundo e sendo assim, é tudo meu.

Em verdade vos digo (é muito esquisito escrever estas palavras) não vejo hierarquias de raças, espécies, sub-espécies e outros que afins. Vejo diferenças. Vejo uma evolução. Ou melhor modificação. E estas diferenças fazem o mundo. O meu, o teu, o nosso...

P.S: Obrigado Darwin por nos teres aberto os olhos (embora muitos continuam a não querer ver).

Gangues de professores ... o pior tipo de gangues!

Eu até tinha prometido a mim mesmo não falar de professores aqui neste blog!

Mas é impossível!

Hoje em dia, qualquer notícia que apareça na internet e que tenha ver com professores, é logo invadida por uma grande quantidade de professores. Professores que vem dizer mal, protestar, queixarem-se.

Qualquer notícia que apareça num jornal online é normalmente cheia de comentários, onde qualquer pessoa que disponha um comentário contrário à opinião interessada à classe dos professores é logo atacada. É que qualquer notícia que envolva educação , ou a ministra respectiva, leva logo com um numero excessivo de comentários (Exemplo). Não se pode ter uma opinião contrária a de um professor num jornal, mas estamos com sorte que o site do público ainda não vem preparado com uma applet que permite os professores dar uma paulada em quem comenta.

E como me dizia o Lepi à algumas horas: "..e porque são uma classe informada e tem bastante contacto com a internet e meios de informação relacionados", eu adicionaria o seguinte: e bastante tempo disponível.

Mesmo neste blog, verifica-se um aumento enorme de visitantes, logo após quando é publicado uma discussão sobre qualquer tema relacionado com os professores.

É por isso que acho que os professores, na sua forma de actuação não diferem muito de gangues, só falta começarem a fazer vídeos a gozar com algum assunto e publicá-los no youtube! Fazem-me lembrar aquela famosa afirmação: "Quem se mete com o PS, leva!"

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Escola coxa com Desencarregados de Educação

A tentativa de reforma continua. Imposições, greves e debate de ideias sobre como deve ser a Educação em Portugal tem sido contínuo. No meu ponto de vista tem-se focado muito pouco num ponto de todo este sistema: as responsabilidades e deveres dos encarregados de educação.

Fazer uma reforma de ensino e apenas mexer com a responsabilidade dos professores para se atingir um ensino de qualidade é para mim, cair num erro bastante grave. Por muito melhores que os professores se tornem, por muito bom que o meio escola venha a ser (sim, também é preciso, por exemplo, dar condições de trabalho aos docentes), não acredito que a educação portuguesa melhore enquanto a grande maioria das crianças e jovens que nela transitam, chegar a casa e não sentir um meio motivador e estimulante para a aprendizagem e estudo.

Penso que uma reforma com sucesso do ensino tem que também englobar os pais/encarregados de educação. Antes de este ser posto a avaliar uma classe de professores, outras responsabilidades têm que lhe ser impostas nas suas mãos.

Quantos são os encarregados que acompanham os seus educandos? Quantos alunos chegam a casa e não têm os pais presentes? Quantos têm em casa pessoas capazes de os ajudar nos seus estudos?

Poucas são as crianças que têm a noção da importância do que estes anos escolares têm para com a sua vida futura. Quando dei aulas no ensino nocturno, apanhei muitos alunos que davam tudo para voltar atrás e poder aproveitar a escola no seu devido tempo. Portanto, a criança, até pelo menos conseguir esta percepção e se tornar independente, precisa de um continuo acompanhamento que não é possível dar, por exemplo, numa escola com salas de aulas sobre lotadas (como é apanágio!!).


Reforçando, não percebo mesmo como pode ser um professor avaliado por uma classe que pouco participa no meio escola. Quando dava aulas, bem via os gatos pingados de encarregados de educação que apareciam às varias reuniões. Raro era o encarregado que mostrava um interesse continuo no acompanhamento escolar do seu educando.

Portanto, temos de momento encarregados completamente desresponsabilizados para com o sucesso de uma área que precisa de todas as suas componentes para ter sucesso, em particular, estes são completamente desresponsabilizados para com o sucesso escolar do seus educandos. A culpa é sempre da escola, dos professores. Os pais usam o parque escola, para simplesmente estacionar o educando e esperar que saia de lá doutor.

Um ensino de sucesso, precisa de uma avaliação e responsabilização de todos os componentes que o constituem: do aluno, do professor, do encarregado de educação, etc. Senão, será sempre um ensino coxo, por muito boa que a moleta seja.

domingo, 8 de fevereiro de 2009

Jogo das diferenças!

Mais do que fomentar rivalidades entre Norte e Sul, ou Porto e Lisboa, venho com este post mostrar que há realmente características intrínsecas às várias regiões portuguesas. Negar tais diferenças e semelhanças, penso que é escondermo-nos num medo de aceitarmos certas verdades que realmente descrevem o povo português, que o tornam único e o diferencia ao longo de todo o seu território.

Estes possíveis estereótipos não só são actualmente verdadeiros, como já se verificam há bastante séculos atrás. Não só, por exemplo, a hospitalidade nortenha e a vaidade e individualismo dos lisboetas se faziam notar como também, na política, os interesses do povo eram deixados para um segundo plano relativamente aos interesses individuais de cada político.

Esta constância pode-se verificar comparando o texto abaixo com a realidade que vivemos actualmente.