Confesso uma grande admiração por ele e pela sua teoria da evolução. Muitos o vêm como um demónio outros como um Deus, exactamente aquele em que deixaram de acreditar por causa da "evolução".
Eu não o vejo de nenhuma destas formas. Vejo-o como um homem que acreditava que todos os seres foram criados espontaneamente (tipo Nesquik) e independentemente (tipo cinema, apesar das parecenças muitos dizem que só gostam de cinema independente). Com a sua experiência foi-se apercebendo que existiam muitas ligações entre as várias espécies (podemos ver os fósseis como fotogramas perdidos de um longo filme). Existem variedades demasiadamente especializadas, como exemplo num arquipélago variações das espécies adaptadas a cada ilha (trabalheira para Deus colocar nome a todos eles). Mas a minha motivação não é falar sobre a teoria...
Assim vejo-o como um homem rasgado no seu interior. As suas crenças contra a sua (e já agora a nossa) Ciência. Em quem deveria ele acreditar? No valor figurado de um livro? Ou naquilo que os seus olhos e o seu raciocínio lhe diziam?
Como todos sabem, embora possam não concordar, tomou a opção da ciência. O que faz com que tanta gente o odeie? Isso leva-me ao ponto crucial da questão: porque temos nós de nos sentirmos acima dos outros seres? Aproveitando uma frase do fantástico filme "24 hours Party People", se Deus foi feito à nossa imagem, então para cada um de nós ele terá o nosso "aspecto". Assim sendo, eu é que sou o verdadeiro Deus do meu mundo e sendo assim, é tudo meu.
Em verdade vos digo (é muito esquisito escrever estas palavras) não vejo hierarquias de raças, espécies, sub-espécies e outros que afins. Vejo diferenças. Vejo uma evolução. Ou melhor modificação. E estas diferenças fazem o mundo. O meu, o teu, o nosso...
P.S: Obrigado Darwin por nos teres aberto os olhos (embora muitos continuam a não querer ver).
